domingo, 10 de outubro de 2010

Medicina na Idade Média: Doutor Sinistro




Amputações sem anestesia, sangrias e estranhos remédios que misturavam fezes de pombo e saliva. Conheça a fantástica, assustadora e sobrenatural medicina da Idade Média


por Moacyr Scliar






1 - A PESTE NEGRA (Parte I)

2 - A PESTE NEGRA (Parte II)



O progresso científico é necessariamente um processo descontínuo, em que avanços se alternam com períodos de estagnação. Disso, a história da medicina é um exemplo. Durante muito tempo predominou, na Antiguidade, a visão mágico-religiosa, segundo a qual doença era resultado de castigo dos deuses, de maldições ou de feitiçaria. Assim, a epilepsia era chamada “doença sagrada”: seria a manifestação da posse do corpo por divindades. Mas então, na Grécia clássica, surgem Hipócrates e seus discípulos, sustentando que a enfermidade tinha causas puramente naturais, ligadas ao modo de vida, à alimentação, ao meio ambiente. Sagrada, a epilepsia? Claro que não. Doença, sim, mas doença como outra qualquer. Claro que era preciso ter coragem para defender idéias assim, mas Hipócrates e a escola hipocrática tinham prestígio. Suas concepções foram incorporadas pela Roma imperial e desenvolvidas por Cláudio Galeno, no século 2, em uma gigantesca obra que sintetiza praticamente todo o conhecimento médico da época.


Minado pela corrupção e pela pobreza de grande parte de uma oprimida população, assediado pelos povos bárbaros, o Império Romano entrou em declínio. Nesse processo, aliás, as doenças desempenharam um papel significativo: malária, peste e varíola dizimavam populações e tropas. Contra essas doenças os médicos de então muito pouco podiam fazer.


A queda de Roma marca o começo da Idade Média. O cristianismo, perseguido no Império, será agora a religião da maioria da população. Aos pobres, aos deserdados, aos servos, aos aflitos, aos doentes, oferecia uma explicação para as pestilências e o conforto espiritual necessário em época de tanto sofrimento.


E o cristianismo tinha sua própria concepção sobre a doença. Esta é freqüentemente um resultado do pecado. Exemplo era a lepra, na qual estava implícita a maldição bíblica. Diz o Levítico, livro do Antigo Testamento: “Quem quer que tenha lepra será pronunciado impuro e deverá morar sozinho”. Verificada a doença – e o diagnóstico, como se pode imaginar, era muito impreciso, incluindo certamente outras doenças da pele –, o leproso era considerado morto. Rezava-se a missa de corpo presente e ele era enviado a um leprosário, instituição que se multiplicou na Idade Média, ou tinha de vagar pelas estradas, usando roupas características e fazendo soar uma matraca para advertir a outros de sua contagiosa presença.


Já as epidemias eram consideradas um castigo divino para os pecados do mundo (outra idéia bíblica). Mas, sendo um castigo, a doença podia funcionar como penitência e absolvição; uma vida virtuosa levaria então à cura resultante da graça divina. Ou seja: a religião proporcionava um sentido para o sofrimento. Quando em 251 a peste assolou Cartago, sob ocupação romana, no norte da África, o bispo Cipriano consolou os cristãos: morrer significa ser libertado deste mundo. Poderia representar um castigo para os pagãos e os inimigos de Cristo, mas para os servos de Deus era uma feliz partida. Verdade, estavam morrendo tanto os justos como os pecadores, porém, dizia Cipriano, os primeiros eram chamados para o gozo, os segundos para a tortura eterna. A pestilência fazia assim uma conveniente triagem.


O poder divino da cura poderia ser delegado aos reis, por exemplo. Essa foi a origem de um procedimento conhecido como “toque real”, usado no caso da escrófula, a tuberculose dos gânglios linfáticos. Essa doença, muito comum então, sobretudo em crianças, era transmitida pelo leite de vacas com mastite tuberculosa (hoje, graças à pasteurização do leite, um procedimento que mata os micróbios da tuberculose, praticamente desapareceu). A escrófula não era uma doença mortal, mas causava um grande transtorno para o paciente: os gânglios, situados em geral no pescoço, fistulizavam, isto é, formava-se um canal que ia se abrir na pele, e por ali saía uma substância viscosa, o cáseo, resultante da infecção. A criança doente era levada, em determinado dia, ao rei, que lhe punha as mãos, dizendo: “Eu te toco, Deus te cura”. Por causa disso, a doença era conhecida como mal du roi na França e the king’s evil na Inglaterra.


Pergunta: o toque real curava mesmo? Bem, o fato é que a escrófula pode regredir espontaneamente. E essas remissões ocasionais contribuíam para manter o prestígio do procedimento e do monarca que o executava. Também exerciam poder de cura as relíquias de santos e locais sagrados, para onde os doentes eram muitas vezes levados em peregrinação. Alguns desses caminhos ficaram famosos e são percorridos até hoje.


Ao lado do cristianismo e da corrente mística que ele carregava, a Idade Média herdou tradições e práticas supersticiosas surgidas com o declínio do Império Romano. Acreditava-se, por exemplo, que as doenças eram causadas por emanações de regiões insalubres, os chamados miasmas. A denominação “malária” vem daí, significa “maus ares”. A propósito, essa concepção não estava totalmente equivocada. De fato, o mosquito transmissor da malária se prolifera em regiões pantanosas, em que o odor não é dos melhores.


Se havia superstições para explicar as doenças, havia também aquelas que visavam promover a cura. O livro De Medicina Praecepta (“Acerca dos Preceitos da Medicina”), escrito por Serenus Sammonicus, famoso médico da Roma antiga, recomenda que os doentes usem um amuleto com a palavra mágica abracadabra. Sextus Placidus, médico do século 5, tratava de febres com uma felpa de madeira de uma porta por onde passou um eunuco. O “doutor” Marcellus Empiricus, que viveu na França entre os séculos 4 e 5, cuidava de lesões oculares tocando-as com três dedos e cuspindo. O encantamento valia também para venenos.


Era comum também a associação entre as doenças e os astros ou constelações. Assim, Aquário estava ligado aos joelhos, Libra aos rins, Peixes aos pés. Saturno, o planeta mais distante e de rotação mais lenta (a astronomia e a indústria de telescópios também não eram tão evoluídas), condicionava o surgimento da melancolia. Também se recorria à numerologia – os números correspondentes ao nome do paciente indicariam se o prognóstico da doença era favorável ou não.


Em relação à medicina como ciência, e até mesmo em relação às medidas higiênicas, havia desconfiança – quando não franca hostilidade. Tertuliano dizia que o Evangelho tornava desnecessária a especulação científica. Para São Gregório de Tours, era blasfêmia consultar médico em vez de ir à tumba de São Martinho. Avisava São Jerônimo àqueles cuja pele mostrava-se áspera pela falta de banho: quem se lavou no sangue de Cristo não precisava lavar-se de novo.


Os médicos, poucos, não inspiravam muita confiança. Escolas de medicina só surgiram no final da Idade Média; até então o aprendizado era empírico e excluía importantes conhecimentos, como o da anatomia. Dissecar cadáveres era uma prática severamente restrita, sobretudo por motivos religiosos. Considerava-se que a sacralidade do corpo de Cristo estendia-se aos demais corpos, vivos ou não. Em conseqüência a medicina continuava baseando-se nos trabalhos de Galeno, que não associava doenças a órgãos ou sistemas e na qual erros de anatomia não eram raros.


As raras cirurgias, conduzidas sem anestesia e sem qualquer assepsia, eram praticadas por barbeiros. Até hoje existe, diante de antigas barbearias inglesas, uma espécie de mastro com listras brancas e vermelhas, lembrando essa antiga atividade: o vermelho simboliza o sangue e o branco as bandagens usadas nos operados. Os barbeiros também faziam a sangria, um dos procedimentos mais comuns à época (leia quadro na página 42). A sangria era usada para tratar a “pletora”, uma situação na qual o corpo tinha excesso de sangue. O tratamento clínico não era muito melhor. John Arderne, autor de uma Arte da Medicina e médico de reis da Inglaterra, tratava cólicas renais como um emplastro quente untado com mel e fezes de pombos.


Mas engana-se quem pensa que a medicina estagnou completamente nessa época. Na Espanha muçulmana, médicos árabes e também judeus (os dois grupos então conviviam em paz) inspiravam-se em Hipócrates e Galeno para introduzir importantes progressos na cirurgia, na oftalmologia, na farmácia. Avicena (Ibn Sina), por exemplo, que viveu de 980 a 1037, foi autor de uma importante obra, o Canon, que até o século 17 serviu como texto básico das escolas de medicina. Mas a cristandade tinha escasso acesso a esse conhecimento. A biblioteca de Carlos Magno, famosa por sua extensão, continha um único texto sobre medicina, De Curandis Morbis (“A cura das doenças”), de Serenus Sammonicus, famoso médico de Roma antiga. Apenas no mosteiro medieval o conhecimento médico da Antiguidade grega era preservado; ali, sob a guarda dos monges, tal conhecimento não se transformaria em heresia ou apelo ao paganismo.


A ineficácia dos procedimentos mágicos ou religiosos era compensada com a caridade. Foi assim que surgiram na Idade Média as instituições precursoras dos modernos hospitais, os xenodochia, asilos para doentes (e também para viajantes) nos quais os pacientes recebiam, se não o tratamento adequado pelo menos conforto espiritual. No final da Idade Média as coisas começaram a mudar. O ensino da medicina torna-se mais institucionalizado. Nessa época surge a famosa escola de Salerno (Itália), que funcionou do século 10 ao 12. Eram quatro anos de estudo mais um de prática sob a supervisão de um médico. O mais famoso professor em Salerno foi Constantino Africanus, que viveu no século 11 de Cartago, então uma cidade árabe.


Na Escola de Salerno foi elaborado o Regimen Sanitatis Salernitanum, um código de saúde que continha regras simples, práticas e sensatas para uma vida saudável. Detalhe curioso: essas recomendações eram em versos, para serem mais facilmente lembradas. Salerno e depois Montpellier, no sul da França, eram os pilares da educação médica na época.


Mas a medicina ainda não era uma área autônoma. Era ensinada da mesma forma que filosofia ou direito, com muitas referências aos mestres e seus textos e pouca observação ou experimentação. A anatomia continuava ausente do currículo e só apareceria na Renascença. Mas a cirurgia já era largamente praticada em Salerno. Quem operava deveria adotar, previamente, certas precauções: evitar o coito, o contato com mulheres menstruadas e alimentos cujo cheiro pudesse “corromper” o ar, tal como a cebola. Uma outra inovação de Salerno foi a licença para que mulheres pudessem praticar a medicina. Santa Hildegarda, uma abadessa beneditina, escreveu vários tratados médicos. E Trótula ficou conhecida como parteira.


O fim da Idade Média foi marcado pelas pestilências. Epidemias naturalmente já tinham sido registradas, tanto no Oriente como na Grécia e no Império Romano. Tucídides em Atenas (430 a.C.) e Galeno em Roma (164) faziam menção a elas, sem falar no próprio Hipócrates. Mas os movimentos populacionais, a miséria, a promiscuidade e a falta de higiene dos burgos, os conflitos militares, tudo isso criou condições para explosivos surtos epidêmicos. O exemplo mais conhecido são as repetidas epidemias de peste. Doença causada por uma bactéria, Pasteurella pestis, a peste é em geral transmitida por pulgas de ratos.



Manifesta-se por febre, aumento dos gânglios linfáticos (bubões), que podem supurar, ou por pneumonia grave, ou por septicemia. Apesar dos antibióticos, ainda hoje a mortalidade é alta. Ao final da Idade Média as viagens marítimas e o aumento da população urbana favoreceram a eclosão de surtos de peste bubônica. A Peste Negra, que começou em 1347, matou grande parte da população européia de então (ver “A Grande Peste”, em Aventuras na História 1).


O Ocidente medieval estava despreparado para enfrentar a peste. Por outro lado, a doença coincidiu com o início de importantes mudanças econômicas, sociais e culturais e, em certa medida, até contribuiu com elas. A enorme hecatombe paradoxalmente valorizou a mão-de-obra. Os servos já não estavam tão presos às terras do senhor feudal e muitos deles mudaram-se para as cidades, onde novos ramos de atividades se desenvolviam. O comércio, inclusive o marítimo, desenvolveu-se muito, as ciências e as artes progrediram e tudo isso repercutiu na prática médica. Acabou o tabu em relação aos estudos anatômicos, a medicina tornou-me mais prática e mais científica. Era a modernidade que tinha início e sob o signo dela ainda vivemos.


Isso não quer dizer que crendices e superstições em relação a doenças tenham desaparecido. A ciência não tem explicação para tudo, muito menos para os mistérios do corpo humano. Enquanto esses enigmas persistirem, muitas pessoas continuarão recorrendo ao sobrenatural para diminuir a angústia que a enfermidade sempre causa, na Idade Média ou em qualquer outra época.


Sangria, sanguessugas, ventosas


“A vida humana está no sangue”, diz a Bíblia, uma afirmativa que a medicina medieval levava muito a sério, complementando-a: a vida humana está no sangue, e as ameaças à vida também. Que ameaças eram essas? Em primeiro lugar, o “excesso” do próprio sangue, que podia resultar em riscos à saúde. Mas o sangue era apenas um dos quatro humores que, segundo a medicina hipocrática, regulariam o funcionamento do organismo e também o temperamento. Os outros três humores eram a linfa, a bile amarela e a bile negra. Aos quatro humores correspondiam quatro temperamentos: o sanguíneo, vivaz e energético; o linfático ou fleugmático, contido, reservado; o colérico, capaz de se irritar facilmente; e o melancólico, predisposto à tristeza. Dos quatro humores, o sangue era o único a que se podia facilmente ter acesso; assim, os outros eram “evacuados” através dele. E como se retirava o excesso de sangue? De três maneiras.


Uma era a sangria pura e simples, que consistia em cortar uma veia do braço. Esse procedimento foi usado até meados do século 20 para tratar o edema agudo de pulmão, uma situação em que a falência do coração faz o sangue se acumular perigosamente nos pulmões.


A outra maneira era pelas sanguessugas. Esses curiosos vermes nutrem-se do sangue de mamíferos, para o que dispõem de “dentes” especiais. Secretam, além disto, uma substância que dificulta a coagulação do sangue – este, então, flui livre. Essa substância, aliás, serve de base para medicamentos anticoagulantes, usados quando o sangue, por excesso de gorduras, fica “grosso”. Sanguessugas ainda são utilizadas hoje em tratamentos de reimplantes de membros, por exemplo, para reestabelecer o fluxo sanguíneo dos membros amputados. E o terceiro processo eram as ventosas: copos de vidro nos quais criava-se vácuo (mediante aquecimento) e que colocados sobre escarificações, ou seja, arranhões fundos na pele, aspiravam sangue.


Fonte do texto: Revista Aventuras na História



Saiba mais
A História e suas Epidemias, de Stefan Cunha Ujvari, Senac


Armas, Germes e Aço, de Jarred Diamond, Record


História do Medo no Ocidente, de Jean Delumeau, Companhia das Letras


Os dois primeiros tratam da evolução das epidemias em diferentes épocas. Já a terceira obra descreve o pânico das pessoas diante de ameaças à saúde .





quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Como foi a luta de trincheiras na Primeira Guerra Mundial?




por Roberto Navarro






A Guerra das Trincheiras



Foi um verdadeiro atoleiro, onde os dois lados rivais no conflito passaram anos imobilizados sem conseguir avançar no território inimigo. Iniciada em 1914 por causa de disputas econômicas e geopolíticas, a Primeira Guerra Mundial opôs as Potências Centrais (Alemanha, Império Austro-Húngaro e Turquia) contra os Aliados (França, Inglaterra, Rússia e Estados Unidos). Ela durou até 1918, terminando com a vitória dos Aliados, após a morte de mais de 20 milhões de pessoas! Na Frente Ocidental (veja no mapa da página ao lado), as trincheiras se tornaram o centro das operações militares. Por causa delas, a Primeira Guerra viveu anos de impasse, pois nenhum dos lados tinha força suficiente para superar as linhas de defesa escavadas pelo inimigo. "Por mais de dois anos ambos os lados em combate avançaram menos de 15 quilômetros tanto numa como noutra direção", afirma o historiador americano John Guilmartin Jr., da Universidade de Ohio. Os campos de batalha onde ficavam as trincheiras eram um lamaçal constante e um lugar extremamente perigoso. Estudos indicam que quase 35% de todas as baixas sofridas na Frente Ocidental foram de soldados mortos ou feridos quando estavam numa trincheira! Neste infográfico, você confere como era a vida na trincheira. Depois, ao virar a página, verá o que acontecia durante os duros combates! :-)


Na maior fossa
No dia-a-dia dos soldados, faltava água e comida e sobravam ratos, lama e doenças


BURACO APERTADO
Uma trincheira típica tinha pouco mais de 2 m de profundidade e cerca de 1,80 m de largura. À frente e atrás, largas fileiras de sacos de areia, com quase 1 m de altura, aumentavam a proteção. Havia ainda um degrau de tiro, 0,5 m acima do chão. Ele era usado por sentinelas de vigia e na hora de atirar contra o inimigo


SEM DESCARGA
Os "banheiros" eram latrinas: buracos no chão com 1,5 m de profundidade. Quando estavam quase preenchidas, eram cobertas com terra e escavavam-se novos buracos - trabalho feito em geral por soldados que levavam alguma punição. Quando não dava tempo de chegar até a latrina, o jeito era mandar ver na cratera de bomba mais próxima...


TOCA "VIP"
A linha de frente para o inimigo não era a única trincheira. Havia outras linhas na retaguarda, interligadas por caminhos escavados na terra. Esses caminhos levavam também a abrigos usados como hospitais, postos de comando ou depósitos. Escorados por madeira, eram abrigos subterrâneos e não a céu aberto como as trincheiras


PÃO E ÁGUA
A maior parte da comida era enlatada. A ração diária do Exército inglês só dava direito a um pedaço de pão, alguns biscoitos, 200 g de legumes e 200 g de carne. Para reabastecer o cantil com água, muitos soldados recorriam a poças deixadas pela chuva... Para aliviar o sofrimento, suprimentos diários de rum, vinho ou conhaque eram oferecidos às tropas


ANDANDO NA PRANCHA
Boa parte das trincheiras foram feitas em regiões abaixo do nível do mar, onde qualquer buraco fazia jorrar água. A chuva constante piorava a situação, criando uma camada de água enlameada no chão das trincheiras. Para evitar esse barro todo, pranchas de madeira eram colocadas a alguns centímetros do solo
FOLGA BEM GOZADA
Nos períodos de calmaria, cada soldado ficava oito dias em trincheiras da linha de frente. Depois, passava quatro dias nas trincheiras da retaguarda, mais tranqüilas. Aí finalmente vinham quatro dias de folga, gozados em acampamentos militares a quilômetros do campo de batalha - muitas vezes com bordéis cheios de prostitutas na vizinhança


DE SACO CHEIO
Proteção barata e eficiente, os sacos de areia eram capazes de barrar os tiros inimigos. As balas dos fuzis da época só penetravam cerca de 40 cm neles. Eram tão úteis que cada soldado sempre carregava dois sacos vazios, que podia encher rapidamente para se proteger


VIDA INSANA
O terror da guerra e a quase insuportável vida nas trincheiras enlouquecia muitos soldados. Alguns feriam a si próprios para serem mandados de volta pra casa - fraude que, se descoberta, podia ser punida com fuzilamento! Os mais desesperados saíam da trincheira para ser mortos pelo inimigo


ATAQUE ANIMAL
Corpos em decomposição, enterrados em covas rasas perto das trincheiras, atraíam ratos, que proliferavam sem controle. Além de transmitir doenças, eles chegavam a roubar comida do bolso dos soldados e a roer o corpo dos feridos! Na total falta de higiene, piolhos disseminavam a febre das trincheiras, doença contraída por mais de 10% dos soldados


SILÊNCIO PERIGOSO
Na maior parte do tempo não havia ofensivas contra as trincheiras. Era uma guerra de espera, mas ainda assim muito perigosa. Atiradores passavam o dia de olho no vacilo de algum soldado que erguesse a cabeça pra fora do buraco. Especialistas em mineração tentavam fazer túneis até a linha inimiga para explodir as trincheiras por baixo!


ONDE ELAS FICAVAM
Conhecido como Frente Ocidental, o cenário onde as trincheiras ficaram famosas na Primeira Guerra estendia-se por cerca de mil quilômetros, indo do litoral do mar do Norte até a fronteira da Suíça. Por toda essa extensão ficavam, frente a frente, as linhas de trincheiras dos alemães e dos Aliados


No calor da batalha!
Nos difíceis ataques às trincheiras inimigas, soldados usavam até lança-chamas


PROFISSÃO PERIGO
Durante as ofensivas, os soldados eram instruídos a não parar para atender colegas atingidos. Cada um levava um kit de emergência e deveria cuidar de si até a chegada dos padioleiros, que retiravam os feridos em macas. Por causa do fogo cruzado e da lama que atrapalhava o deslocamento, era um trabalho superarriscado


FOI MAL AÍ...
O "fogo amigo" provocou grandes baixas. Na confusão que rolava durante uma ofensiva, os soldados podiam ser atingidos por metralhadoras de suas próprias trincheiras. Calcula-se que, só no Exército britânico, cerca de 75 mil soldados tenham sido mortos pela própria artilharia


TERRITÓRIO SELVAGEM
Para conquistar uma trincheira inimiga era preciso atravessar a terra de ninguém, o espaço entre as duas linhas que se enfrentavam. A distância entre as linhas variava de 100 m a 1 km, num terreno enlameado e cheio de crateras de bombas. No ataque, os soldados corriam em ziguezague para tentar escapar dos tiros


CAMINHO LIVRE
No caminho até a trincheira inimiga, era preciso driblar rolos de arame farpado com até 2 m de altura - e debaixo de muitos tiros... Para destruir essas barreiras, soldados treinados levavam um bastão de 2 m que tinha explosivos na ponta. Eles introduziam o bastão no meio do arame e detonavam o explosivo, abrindo caminho para a tropa


TOCHA HUMANA
O lança-chamas foi usado pela primeira vez em combate na Primeira Guerra. Dois homens operavam o equipamento, lançando jatos com um alcance de 25 a 40 m. Seus operadores corriam grande perigo: um único tiro no tanque de combustível e eles iam pelos ares!


TRÂNSITO CAÓTICO
As batalhas provocavam um engarrafamento nas trincheiras de comunicação, que interligavam as linhas de frente e da retaguarda. Por elas chegavam tropas de reforço e partiam feridos, além de serem transportadas munições. Na confusão, neste apertado labirinto, vários soldados se perdiam pelo caminho


TÁTICA VENENOSA
Na Primeira Guerra, mais de 91 mil soldados foram mortos por gases venenosos e outras armas químicas. Esses produtos podiam ser lançados por projéteis da artilharia ou por granadas carregadas pelos soldados. Eram usadas substâncias como o gás de cloro, que provocava asfixia nas vítimas


BOMBANDO POR TRÁS
Os soldados que avançavam contra a linha inimiga tinham apoio da artilharia. As baterias de canhões ficavam na retaguarda - cerca de 10 km atrás das linhas de frente - e disparavam pouco antes da ofensiva da tropa. Como a comunicação era precária, nem sempre a sincronia era perfeita. Às vezes bombas caíam sobre a própria tropa...


MÁQUINA MORTÍFERA
A mais poderosa arma para barrar os ataques eram as casamatas com metralhadoras. Muito usadas pelos alemães, eram minifortalezas com paredes espessas e fendas por onde a metralhadora disparava. Produziam tantas baixas que seus ocupantes eram os soldados mais odiados: um metralhador capturado geralmente era executado no ato!


SOLDADO PESO PESADO
O equipamento pessoal e o armamento dos soldados, mais ou menos comum a todos os exércitos, pesava cerca de 30 kg. O peso do equipamento atrapalhava a movimentação e vários exércitos trataram de reduzi-lo no decorrer da guerra


POR DENTRO DO LANÇA-CHAMAS
1. Um lança-chamas tinha três cilindros: dois com líquido combustível (como óleo diesel) e um com um gás inflamável pressurizado. Quando a arma era acionada, o gás entrava nos cilindros com combustível, forçando-o a sair com grande pressão pelas mangueiras
2. No corpo da arma, havia um sistema de ignição: em geral, uma resistência elétrica, acionada por bateria. Ela aquecia o líquido combustível até ele pegar fogo e sair do lança-chamas na forma de um jato incendiário


Fonte do texto: Revista Mundo Estranho






terça-feira, 7 de setembro de 2010

O ataque ao World Trade Center







11 de Setembro de 2001 - Reportagem do Jornal Nacional


O ataque ao World Trade Center
Na manhã da terça-feira, 11 de setembro de 2001, o maior atentado da história aconteceu. O choque dos dois Boeing 767, dominados por terroristas suicidas ligados à organização Al Qaeda contra as torres gêmeas do World Trade Center (WTC), um símbolo do poder econômico dos Estados Unidos, é tido por historiadores como o marco tardio da passagem do século XX para o XXI. A esperança global de que as experiências negativas do passado tivessem sido esquecidas — especialmente com a unificação da Alemanha, uma semente de união entre o ocidente e o oriente — desabou entre os escombros. Embora fossem construídas para resistir ao impacto de aviões daquele tipo, as torres cujas armações eram feiras de ferro e vidro pegaram fogo e foram ao chão em menos de duas horas depois da colisão. Relembre como foi:


Boston, 7h58
O Boeing 767 da United Airlines decola rumo a Los Angeles com 56 passageiros, sete comissários e dois pilotos.


Boston, 7h59
O Boeing 767 da American Airlines decola com destino a Los Angeles, com 81 passageiros, nove comissários e dois pilotos.


Nova York, 8h45
O Boeing da American Airlines choca-se contra a torre norte, entre o 96º e o 103º andar, 49 minutos depois de decolar.


Nova York, 9h03
O avião da United atinge a torre sul entre o 87º e o 93º andar, 65 minutos após a decolagem.


Nova York, 9h59
A torre sul vem abaixo.


Nova York, 10h28
A torre norte desaba.




Números do ataque




As torres gêmeas de 110 andares davam ao WTC o posto de 5º edifício mais alto do mundo. Acompanhe os impressionantes números do complexo, as cifras e outros fatos ligados à catástrofe:


- As sete torres do WTC ocupavam uma área de 64.750 metros quadrados. Havia 6 subsolos, com um estacionamento para 2.000 carros e ligação com duas estações de metrô.


- A torre norte media 417m de altura e a torre sul, 415m. As demais, entre 8 e 47 andares.


- O WTC custou 1,2 bilhão de dólares.


-Escritórios de 400 empresas de 25 países estavam hospedados no local.


- Nas torres norte e sul trabalhavam 50.000 pessoas.


- Toda essa gente produzia 50 toneladas de lixo por dia e consumia 8,5 milhões de litros de água potável.


- Foram recolhidas 1,8 milhão de toneladas de entulho dos escombros.


- Gastou-se, com limpeza do local e resgate de sobreviventes, 3 milhões de dólares em exatos 260 dias de trabalho.


- Somente 291 corpos foram encontrados intactos nos escombros. Além deles, as equipes recolheram 19.497 partes de restos humanos.


- Apesar de ter sido divulgado que 2.819 pessoas morreram por causa do atentado, este número foi revisto diversas vezes. O relatório publicado em 2003 apontava 2.752 mortos.


- Um Boeing 767 pesa 179 toneladas e carrega 90.770 litros de combustível.


- Calcula-se que cada avião colidiu contra as torres com um impacto equivalente a mais de 1000 vezes o próprio peso.


- As cédulas de dólares recolhidas nos destroços encheram 60 sacos de lixo de 100 litros cada.


- 65.000 objetos pessoais foram recolhidos dos escombros. Entre eles estavam: 144 anéis, 437 relógios, 77 colares, 119 brincos e 80 pulseiras.


Fonte dos textos:Guia dos Curiosos






domingo, 30 de maio de 2010

Alemanha abre centro documentação sobre terror do regime nazismo


Fonte do texto: GEMMA CASADEVALL
da Efe, em Berlim (Alemanha)



O Nazismo from Pedro Vaz on Vimeo.








Depois de mais de duas décadas de polêmica, Berlim abre ao público nesta sexta-feira o centro de documentação Topografia do Terror, construído sobre os antigos calabouços do governo nazista. A inauguração coincide com o 65º aniversário do fim da Segunda Guerra (1939-1945).


O terreno de 4,5 hectares abrigava os quartéis-generais da SS e da Gestapo, onde mais de 15 mil foram aprisionados e torturados. Agora, o local ganhou um edifício sóbrio de formato retangular, que pretende servir de lembrança dos horrores da época.


"Isto não é um monumento nem um lugar para prestar homenagem às vítimas do nazismo, é um lugar para vir aprender", explica Andreas Nachama, diretor da Fundação Topografia do Terror.


O prédio fica a algumas quadras do monumento as vítimas do Holocausto, um gigantesco pátio de blocos de concreto desenhado por Peter Eisenmann para lembrar os seis milhões de judeus assassinados pelo nazismo e que completa agora cinco anos.
No coração de Berlim, o edifício sóbrio contrasta com o ziguezague do Museu Judeu, obra de Daniel Libeskind, e está bem longe do forte simbolismo que encerra o labirinto de Eisenmann, junto ao Portão de Brandeburgo, ou do tortuoso museu de Libeskind.


As linhas frias são obra da arquiteta alemã Ursula Wilms. Para o diretor do centro, o prédio tem um valor funcional. "É funcional, como também é a incumbência do centro de documentação que, além de exposições, abrigará uma biblioteca e arquivos abertos à pesquisa", explica Nachama.


O centro custou 19 milhões de euros e é uma versão mais barata do prédio desenhado em 1993 pelo suíço Peter Zumthor. As duas imensas torres pensadas pelo arquiteto tinham sido orçadas em 25 milhões de euros, valor que passou depois para 39 milhões e que finalmente veio abaixo em 2004. As autoridades de Berlim decretaram sua demolição devido a inviabilidade do projeto.


NAZISMO-Extermínio de Judeus from Carlos Guia on Vimeo.




As duas torres viraram um retângulo cinza sobre o terreno --e mais dois níveis abaixo da terra--, que para Nachama remete às linhas Bauhaus.


Esse formato discreto foi eleito para evocar o aparelho do terror contido entre a Gestapo, as SS, a Chancelaria de Hitler e o Ministério de Aviação.
A exposição interior deve lembrar a maquinaria do poder além do plano de extermínio dos judeus, mas também as outras vítimas do nazismo - ciganos, homossexuais, inimigos do regime, etc.


"Os historiadores não costumamos notar isso que os outros chamam de energia negativa de um lugar. Se não, não poderíamos fazer nosso trabalho", explica Nachama, a respeito ao passado do local e dos obstáculos do projeto, até o edifício atual, ao redor do qual "se deixará crescer a grama".


A história da Topografia do Terror começou em 1987, com a inauguração de uma exposição ao ar livre junto ao Muro de Berlim que ficou de pé.



Junto ao Muro foi organizada de forma precária uma mostra aproveitando alguns vestígios dos calabouços nazistas, onde 15 mil pessoas foram torturadas.
Aí, no número 8 da então Prinz Albrecht Strass, agora Niederkirchnerstrasse, estiveram entre 1934 e 1945 a sede da Gestapo, vizinha ao antigo palácio prussiano onde Hitler instalou seu centro de poder e outras dependências do Terceiro Reich.
Do complexo que concentrou o aparelho do terror nazista não ficou quase nada após a Segunda Guerra. Apenas o Ministério de Aviação --transformado agora em ministério da Fazenda--, e o adjacente Martin Gropius Bau, atualmente um dos museus de melhor programação da capital.


A exposição ao ar livre recebeu meio milhão de visitantes por ano desde sua inauguração, atraídos pelo magnetismo histórico do lugar junto à ruína do Muro.
Parte do material exposto foi transferido para o interior do novo centro, à espera de que a parte exterior do terreno seja limpa.


Nachama admite que têm dúvidas sobre se seu edifício retangular terá o mesmo poder de captação que a ruína dos calabouços. A exposição junto aos vestígios do Muro deve ser reaberta nos próximos meses, com uma formação ainda a estudar, em função da inauguração do centro de documentação.





terça-feira, 30 de março de 2010

Quais foram as torturas utilizadas na época da ditadura militar no Brasil?
Fonte do texto:por Roberto Navaro






Contos da Resistência - Parte 1





Contos da Resistência - Parte 2



Uma pesquisa coordenada pela Igreja Católica com documentos produzidos pelos próprios militares identificou mais de cem torturas usadas nos "anos de chumbo" (1964-1985). Esse baú de crueldades, que incluía choques elétricos, afogamentos e muita pancadaria, foi aberto de vez em 1968, o início do período mais duro do regime militar. A partir dessa época, a tortura passou a ser amplamente empregada, especialmente para obter informações de pessoas envolvidas com a luta armada. Contando com a "assessoria técnica" de militares americanos que ensinavam a torturar, grupos policiais e militares começavam a agredir no momento da prisão, invadindo casas ou locais de trabalho. A coisa piorava nas delegacias de polícia e em quartéis, onde muitas vezes havia salas de interrogatório revestidas com material isolante para evitar que os gritos dos presos fossem ouvidos. "Os relatos indicam que os suplícios eram duradouros. Prolongavam-se por horas, eram praticados por diversas pessoas e se repetiam por dias", afirma a juíza Kenarik Boujikain Felippe, da Associação Juízes para a Democracia, em São Paulo. O pau comeu solto até 1974, quando o presidente Ernesto Geisel tomou medidas para diminuir a tortura, afastando vários militares da "linha dura" do Exército. Durante o governo militar, mais de 280 pessoas foram mortas - muitas sob tortura. Mais de cem desapareceram, segundo números reconhecidos oficialmente. Mas ninguém acusado de torturar presos políticos durante a ditadura militar chegou a ser punido. Em 1979, o Congresso aprovou a Lei da Anistia, que determinou que todos os envolvidos em crimes políticos - incluindo os torturadores - fossem perdoados pela Justiça.


Arquitetura da dor
Torturadores abusavam de choques, porradas e drogas para conseguir informações


Cadeira do dragão
Nessa espécie de cadeira elétrica, os presos sentavam pelados numa cadeira revestida de zinco ligada a terminais elétricos. Quando o aparelho era ligado na eletricidade, o zinco transmitia choques a todo o corpo. Muitas vezes, os torturadores enfiavam na cabeça da vítima um balde de metal, onde também eram aplicados choques.


Pau-de-arara
É uma das mais antigas formas de tortura usadas no Brasil - já existia nos tempos da escravidão. Com uma barra de ferro atravessada entre os punhos e os joelhos, o preso ficava pelado, amarrado e pendurado a cerca de 20 centímetros do chão. Nessa posição que causa dores atrozes no corpo, o preso sofria com choques, pancadas e queimaduras com cigarros.


Choques elétricos
As máquinas usadas nessa tortura eram chamadas de "pimentinha" ou "maricota". Elas geravam choques que aumentavam quando a manivela era girada rapidamente pelo torturador. A descarga elétrica causava queimaduras e convulsões - muitas vezes, seu efeito fazia o preso morder violentamente a própria língua.


Espancamentos
Vários tipos de agressões físicas eram combinados às outras formas de tortura. Um dos mais cruéis era o popular "telefone". Com as duas mãos em forma de concha, o torturador dava tapas ao mesmo tempo contra os dois ouvidos do preso. A técnica era tão brutal que podia romper os tímpanos do acusado e provocar surdez permanente
Soro da verdade
O tal soro é o pentotal sódico, uma droga injetável que provoca na vítima um estado de sonolência e reduz as barreiras inibitórias. Sob seu efeito, a pessoa poderia falar coisas que normalmente não contaria - daí o nome "soro da verdade" e seu uso na busca de informações dos presos. Mas seu efeito é pouco confiável e a droga pode até matar.


Afogamentos
Os torturadores fechavam as narinas do preso e colocavam uma mangueira ou um tubo de borracha dentro da boca do acusado para obrigá-lo a engolir água. Outro método era mergulhar a cabeça do torturado num balde, tanque ou tambor cheio de água, forçando sua nuca para baixo até o limite do afogamento.


Geladeira
Os presos ficavam pelados numa cela baixa e pequena, que os impedia de ficar de pé. Depois, os torturadores alternavam um sistema de refrigeração superfrio e um sistema de aquecimento que produzia calor insuportável, enquanto alto-falantes emitiam sons irritantes. Os presos ficavam na "geladeira" por vários dias, sem água ou comida


Fonte do Texto: Revista Mundo Estranho






sexta-feira, 8 de janeiro de 2010




THC- Mundos Perdidos – A Supercidade de Hitler






Nos arredores de Berlim ainda há traços da supercidade planejada por Hitler. Esquecidas e abandonadas, estas são as ruínas da tentativa de construir a nova capital do mundo. Hitler talvez seja responsável por mais morte e destruição que qualquer tirano da história, mas ele não queria só destruir. Queria construir, remodelar o país de acordo com a própria visão, e uma nova cidade seria sua obra máxima. "Nada parecido foi tentado antes. Ninguém replanejou e contruiu uma cidade inteira assim." Hitler queria criar edifícios maiores e melhores que qualquer outro no mundo. Um domo tão alto que poderia abrigar a torre Einfel e um estádio que recebesse 400 mil pessoas. Mas seu sonho nunca foi realizado e morreu com ele no final da segunda grande guerra. Somente agora, depois de 6 décadas de pesquisa e tecnologia de última geração foi possível recriar a cidade que Hitler imaginara para seu povo.





sexta-feira, 11 de dezembro de 2009




Prévia de acordo climático propõe limitar aquecimento a entre 1,5 ºC e 2 ºC


Fonte do texto : da France Presse, em Copenhague



O primeiro rascunho oficial de um acordo da conferência da ONU sobre as mudanças climáticas em Copenhague propõe a limitação da alta da temperatura do planeta a entre 1,5 ºC a 2 ºC.


O texto também propõe três possíveis alvos para a redução global de emissões de carbono até 2050 em relação aos níveis de 1990: por 50%, 80% e 95%.


Veja o especial sobre a conferência de Copenhague
França e Reino Unido anunciam ajuda climática de US$ 2,4 bi a países pobres
Tesouro perderá R$ 10 bilhões com anistia a desmatador
As informações constam em cópia de documento obtido pela agência France Presse nesta sexta-feira (11).


"As partes devem cooperar para evitar uma mudança climática perigosa [...], reconhecendo que a alta da temperatura média global em relação aos níveis pré-industriais não deve superar" essas temperaturas, afirma o documento, de sete páginas, divulgado nesta sexta-feira às 8h30 locais, e que será utilizado a partir de agora como base das negociações.


A limitação a 1,5 ºC é proposta pelos pequenos Estados insulares e por vários países africanos gravemente ameaçados pelo aquecimento global.


A outra proposta, de uma limitação do aumento da temperatura a 2 ºC, é defendida tanto pelos países ricos como pelos grandes emergentes, incluindo Brasil, China e Índia.


Quanto às possibilidades de metas de corte de emissões, países industrializados favorecem a meta de 50%. Grandes economias emergentes como a China insistem que deve ficar claro que os países ricos vão assumir a quase totalidade do corte.


Ministérios ambientais


O rascunho deve ser submetido a ministérios do Meio Ambiente pelo mundo, com o objetivo de ser endossado em encontro de cúpula da próxima sexta-feira (18).


As negociações acontecem durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-15).


Se um acordo político em Copenhague for realizado, deve ser seguido por reuniões em 2010 para acertar os detalhes.


O pacto global teria efeito a partir de 2013, depois de expirado o atual Protocolo de Kyoto.


O rascunho foi proposto pelo Grupo de Trabalho Ad-hoc em Ação Cooperativa de Longo Prazo (AWG-LCA, na sigla em inglês), uma das duas linhas de negociação durante os 12 dias em Copenhague.






sábado, 28 de novembro de 2009




O Julgamento de Nuremberg


Outubro de 1945, um dos fanáticos é levado para a prisão de Nuremberg. Rudolf Hess foi deputado de Adolf Hitler e seu destino foi decidido na justiça. Foi Hess que criou uma lei que proibia os judeus de votar e ter cargos públicos. Hess se apresentou no tribunal de Nuremberg com um grande dilema. Sua saúde mental era crucial para o caso. Um dos maiores nazistas poderia se livrar da justiça.


Duração: 45 minutos
Idioma: Dublado


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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O mundo celebra os 20 anos da queda do muro de Berlim





O Muro de Berlim






Marco da Guerra Fria caiu em 9 de novembro de 1989


Carlos Ferreira
Da Redação



Símbolo maior da Guerra Fria, o Muro de Berlim foi construído em 1961 e dividiu por 28 anos a Alemanha em dois blocos: a República Democrática da Alemanha - que seguia o regime socialista liderado pela União Soviética - e a República Federal da Alemanha -conduzida sob o regime capitalista. Depois da derrocada dos regimes socialistas, ele foi derrubado em 9 de novembro de 1989.


Porém, para entender a divisão do território, é preciso voltar no tempo, mais precisamente até o final da Segunda Guerra Mundial (1945), quando o país foi dividido pela Conferência de Potsdam em quatro zonas comandadas por soviéticos, franceses, britânicos e norte-americanos, vencedores da guerra. Apagar as marcas do nazismo e empreender um processo de reconstrução era o objetivo maior desses países aliados.


Contudo, a chegada dos recursos do Plano Marshall em 1947 - concebido pelo general George Marshall, então secretário de Estado dos EUA, para ajudar na reconstrução da Europa devastada pela guerra- fez com que a União Soviética se recusasse a participar do programa de recuperação, temendo que os dólares pudessem colocar em risco a hegemonia de Moscou no leste.


O então líder da União Soviética, Josef Stálin, reagiu à reforma monetária e à implantação da nova moeda na Alemanha, o marco alemão, ordenando o bloqueio do setor ocidental de Berlim, que estava controlado pelos defensores do capitalismo.


Convencido de que a interdição do acesso a Berlim ocidental forçaria a rendição das forças de ocupação, Stálin foi surpreendido por uma resistência, que conseguiu abastecer durante 11 meses a área bloqueada.


Com a suspensão do cerco de Stálin em maio de 1949 de forma diplomática, surgiram a República Federal da Alemanha e a República Democrática Alemã, consolidando a divisão do país.


O Muro de Berlim
Berlim ocidental se transformou num enclave capitalista em território inimigo. Vitrine privilegiada da economia ocidental, atraiu centenas de cidadãos orientais que arriscavam a vida para alcançar o outro lado.


Decididos a conter o fluxo de refugiados, os comunistas começaram a erguer o Muro de Berlim em 13 de agosto de 1961. O muro era formado por duas barreiras de concreto de 2,40m, cercas de arame farpado com armadilhas e torres de guarda. O muro separou amigos, famílias e uma nação. Na tentativa de buscar melhores condições do outro lado da barreira, dezenas de pessoas foram mortas por soldados que tinham ordem de atirar.


A queda do muro não dependeu de nenhuma ordem oficial, apenas o desejo latente e cada vez maior de liberdade, união e reencontro, além do enfraquecimento dos regimes socialistas. Um mal-entendido em relação a um comunicado oficial do governo da Alemanha Oriental, somado às pressões políticas e sociais externas e internas, provocou a derrubada do Muro de Berlim.


Reunificada oficialmente em outubro de 90, a Alemanha rica e próspera luta ainda hoje para superar a desigualdade existente entre ossies (orientais) e wessies (ocidentais).


Fonte do texto: UOL EDUCAÇÃO






quinta-feira, 5 de novembro de 2009

AS MÁQUINAS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL-OS AMERICANOS





No centro de qualquer guerra existe uma estratégia, e atrás de toda estratégia existe uma potente máquina militar. Para manter a máquina funcionando durante um tempo de crise, deve-se juntar todas as áreas das forças armadas criando um poder coletivo para assegurar a vitória. Quando a máquina funciona, ela se torna uma poderosa força que não pode ser parada, até que algum obstáculo não a mantenha mais em pé.Em nenhum momento a máquina de guerra foi mais evidente do que na II Guerra Mundial. Quando as tropas perceberam que enfrentariam o maior desafio de suas vidas, elas se esforçaram até o limite, com todos competindo desesperadamente pelo título que apenas um poderia reivindicar no final.


A Coleção - As Máquinas da II Guerra Mundial - é apresentada em dois volumes, focando os bastidores do que ocorre por trás de algumas das mais famosas armas militares. Esta coleção expõe o funcionamento interno dos exércitos Americanos e Nazistas. O espectador será levado a conhecer duas das maiores facções da II Guerra Mundial.O Exército Americano Detalha a máquina e as táticas do exército Americano, que em 1930 carecia de máquinas, armas e tanques. Os soldados marchavam com bastões por não possuírem armas, e no final lutaram do seu próprio jeito para vencer ao redor do mundo.